segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Cachinhos

Conversando com ela, chegamos a uma conclusão válida para nós duas. Ela a caminho do seu sexto livro publicado, já eu não mostrava pra ninguém meus garranchos em guardanapos e papéis de pão. Ela lá, eu cá e tivemos que concordar: "A inspiração é estar apaixonada ou sofrendo por amor."
Método simples que funciona para ela e funciona para mim.

Os textos dela são tipo aqueles que eu leio e falo que escrevi mentalmente. Já havia lido alguns que alguém curtiu, mas não levava muita fé naquela imagem de uma garota magricela, de cabelos rebeldes e cacheados com um olhar sonhador de garota de quinze anos.

Ainda bem que essa vida me prega peças e sempre me faz conhecer as pessoas as quais eu faço um péssimo pré julgamento. Ela foi uma delas e nunca gostei tanto de estar errada. Temos muito em comum para além das palavras de amor ou de dor. Compartilhamos dos mesmos pensamentos, ideias e eu já compartilhei do sentimento que ela tenta inutilmente esconder. O amor. Pela mesma pessoa estranha, de cabelos esvoaçantes e sorriso típico de cafamântico.

Ela não sabe que está numa canoa furada. Eu, que já pisei em todas as pedras que ela pisa, sei que o caminho não leva a lugar algum, mas quem sou eu para dizer a uma apaixonada que seu amado é a pessoa errada?

Só quero ficar por perto. Desejando de coração que algo saia diferente. Mas caso contrário, eu estarei aqui para oferecer um abraço à menina de dezenove com cara de quinze que eu jurava nunca querer conhecer.


2 comentários:

  1. Nossa, é o que eu penso? Você se tornou íntima da atual do seu ex que está descrito no outro blog? Tô confusa 'o'

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    1. Sim, Rose. Exatamente isso. E aconteceu exatamente como eu previ nesse texto. Somos amigas até hoje :)

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