Um dia minhas palavras fugiram.
Eu criava um monte delas. Brincava com as vogais, chorava com as consoantes e me debruçava sobre as os parágrafos que eu conseguia tecer. Eu cuidava, fazia com que procriassem e sempre que achava que eram demais, eu as depositava num pedaço de guardanapo, papel de pão ou qualquer coisa que aceitasse a tinta de uma caneta.
Eu tinha tantas palavras que não entendo pra onde foram. Aos poucos foram se esgueirando pelas rachaduras de um coração que de tão quebrado virou pó. Foram escorrendo nas enxurradas de lágrimas e surtos de raiva contra mim mesma. Se tornando escassas com o passar do tempo. E tudo o que eu podia ver era um borrão de lágrimas.
Uma letra aqui, outra acolá e um dia, quando parei em frente ao papel na esperança de depositar alguns fardos ali, era apenas eu e ele nos olhando por longos minutos. Não havia nada para pôr ali além de rabiscos sem sentido. Eu perdi minhas palavras. Eu talvez tivesse voltado a ser um bebê que só sabia rabiscar.
Rabiscar com as unhas em minha própria carne.
minha linda, passaram todos esses anos e ainda te sinto tanto, nas palavras que encontro quando venho através de uma prova de sua vida
ResponderExcluirqueria falar mais contigo, saber que posso te alcançar sempre. tem como?
fazia tempo que nao lia textos tao bons. depois vou ler os antigos com calma. (:
ResponderExcluiras vezes eu acho que caminho em direcao a uma linguagem que so eu mesma entendo, vou perdendo a capacidade de comunicacao, fugindo da normalidade em mais um aspecto...
Saudades, Menina
ResponderExcluirTeus textos sempre me tocam tanto.
Onde tu estás?
Ótimo texto, como sempre. Sempre gostei do que você escreve.
ResponderExcluirJá faz alguns dias, dê notícias!
Estou voltando para os blogs com esse blog novo. Sou a Barbie do Barbie's Secret. Lembra de mim?
Espero que esteja bem.
Beijo!