sábado, 3 de abril de 2010

vermelho-sangue

E corro para fora derrubando as cadeiras e tirando do caminho as cortinas empoeiradas, o teto desabando sobre onde eu piso mas eu não páro de correr, pulo sobre os buracos do assoalho e desvio das aranhas nas suas teias. Chega. Dessa vez as coisas vão mudar. Eu não vou mais deixar que continuem assim.
Atravesso a porta para uma claridade ofuscante. Me sinto feliz por ter me libertado de onde eu nem sabia estar. Meus olhos se acostumam a mudança e observo ao meu redor...
Está tudo branco demais, vazio demais. Não há mais nada, nem a porta que trouxe até aqui. Somente uma grande sala branca, sem portas e sem janelas.
Sento no chão e penso numa saída, qualquer coisa deve ser melhor do que o vazio branco e monótono.
Mas não há volta.
Então eu sujo as paredes com meu sangue, escrevo meu nome no chão e tento chamar aquilo de lar.

3 comentários:

  1. exatamente assim. EXATAMENTE ASSIM.
    saia da minha cabeça, caramba.
    e se cuide.

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  2. Tão parecido comigo que chega a assusta.


    Fica Bem!!

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  3. aah .. pensamentoos iguaais ;oo
    miiga força aii
    beeijo
    amo te

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