domingo, 3 de janeiro de 2010

Duplicidade

Caminhando. Apenas por caminhar.
Em uma casa enorme com janelas e portas fechadas. Trancadas.
Tendo os olhos desfocados, o coração frio e os braços sangrando.
Ansiando sentir, acima de tudo, vida.
Implorando alguém que entenda esses sentimentos estranhos.
Que possa abrir uma janela para permitir que o sol aqueça cada parte congelada.
Os sons melodiosos são apenas ruídos.
As palavras de amor são apenas mentiras.
Todos os amigos existem apenas na lembrança.


Ninguém está dentro da casa.
Ninguém é ser humano.
Ninguém chora.
Ninguém sofre.
Ninguém conhece a dor.
Ninguém deveria estar vivo.


Eu sei.


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